Entrevista: Liria Cunha, treinadora do basquete feminino de Taubaté

Atual técnica do Sub19, ex-jogadora conta que jovens de todo o Brasil têm interesse de defenderem a camisa taubateana

Liria Cunha, treinadora do Sub19 do Taubaté Basketball, teve a oportunidade de atuar em várias equipes do Brasil e hoje se dedica a comandar o time da cidade onde iniciou a carreira. Além de ser a técnica nas competições oficiais, a ex-atleta coordena um projeto dentro da escola municipal Walter Thaumaturgo, onde ensina a prática do basquete para cerca de 60 crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos.

Como e quando você iniciou sua carreira no basquete?
Como técnica em 1999.  Assim que entrei na faculdade de Educação Física, a equipe Sub13 feminina da cidade estava sem técnico e então assumi o trabalho e de lá para cá não parei mais. Já foram várias gerações de feminino e masculino que iniciei e dirigi desde então.

Você atuou como jogadora antes de ser treinadora? em quais equipes jogou?
Sim, comecei a jogar aos 12 anos e parei recentemente, com 33. Comecei em Taubaté, depois fui jogar em Guarulhos, voltei para o Vale jogando em Pindamonhangaba e aos 17 anos recebi uma proposta do time de Joinville-SC, onde atuei por duas temporadas. Aos 18 retornei à região para jogar por São José dos Campos. Em 1999, o Taubaté estava retomando os trabalhos com a equipe feminina através do técnico Fernando Vale, que me convidou para compor a equipe e então voltei para casa.

Como aconteceu sua transição de atleta para técnica?
Quando retornei para Taubaté em 1999, aos 21 anos, decidi que eu precisava estudar além de jogar. Prestei vestibular para Educação física e logo no primeiro mês de curso o técnico da equipe Sub13 feminina na época tinha acabado de deixar o cargo e então eu logo me prontifiquei a assumir.

Quais os trabalhos que você realiza atualmente nas escolas municipais e como eles funcionam?
Hoje coordeno e executo os trabalhos do núcleo do Instituto Gotas de Cidadania na Escola Walter Thaumaturgo, no Parque São Luis. São turmas mistas de iniciação de 7 a 14 anos de idade divididas em 3 turmas: de 7 a 9 anos, de 10 a 12 e de 13 e 14, treinando de uma a três vezes por semana.

Quais os maiores desafios de coordenar esses projetos?
No caso específico da escola Walter Thaumaturgo, tornar os pais  participativos em massa, pois o projeto não se trata de ações só com os adolescentes, mas também com a família.

Quais as vantagens de se ensinar uma prática esportiva para os alunos dentro das escolas?
A principal vantagem é que não há deslocamento dos alunos de seu ambiente. Dessa maneira conseguimos atingir um número maior de crianças e jovens, e o índice de evasão é bem pequeno.

Quais os jogos e conquistas mais marcantes pelas quais você já passou como treinadora?
Dentre muitas, uma foi a conquista da Liga do Vale [atualmente Liga Coneleste] em 2002, contra São José dos Campos na categoria juvenil feminino, onde na final, que era melhor de 3 partidas, a série estava empatada em 1 a 1 e no terceiro jogo nós cometemos pouquíssimos erros, derrotando o adversário por mais de 20 pontos de diferença

Qual sua projeção para o basquete de Taubaté?
Taubaté já é referência no basquete a nível estadual nas categorias de base e está se tornando nacional. Atletas de todo o estado nos procuram querendo fazer parte do projeto e este ano jogadores de outros estados também estão nos contatando. Nossos jogadores, os formados dentro do projeto, constantemente são assediados por outras equipes. Isto não aconteceria se não houvesse qualidade no desenvolvimento do processo. Acredito que um dos próximos passos é a profissionalização e isso não está longe de acontecer.

Apoio: O time Sub19 Masculino do Taubaté Basketball é mantido pela Secretaria de Esportes de Taubaté, em parceria com o Taubaté Country Club. As demais categorias, que vão do Sub12 ao Sub19 feminino, são mantidas pela SELT e Projeto Esporte, Educação e Cidadania, com gestão do Instituto Gotas de Cidadania, e têm o apoio do Instituto EDP, Construtora Alexandre Danelli, Unimed Taubaté, Belart Indústria e Comércio, Imobiliária Danelli, Auto Posto Chiquinha de Mattos, Vitória Móveis, Movelaria Lustosa, WorldMaq.

Compartilhe esta notícia: